sexta-feira, 23 de julho de 2010



Medo.

O medo é uma coisa tão comum não é mesmo? Alias, qualquer coisa que possa ser chamada de " coisa" parece ser comum. Há uma especie de familiarização nessa palavra, não é mesmo? concordam comigo, meus caros leitores?
Pois bem, eu escolhi o medo dessa vez por ele estar presente demais nesses meus dias. Não sei se em mim ou se na vida dos que também estão em mim. Mas se eu não sei, quem saberá, não é mesmo?
Todos temos medos. As músicas têm medo. Até o medo pode ter medo de sentir medo. Como isso é possível? Vocês também se perguntaram isso? Se sim,eu fico feliz. Se sim eu consegui passar a vocês o que sinto nesse momento. Aquela corrente fria que percorre cada artéria desse meu corpo, que se encontra aqui, sentado num quarto quente,mas frio como o sangue do mais puro psicopata. Se eu conseguisse fazer com que vocês sentissem o que sinto nesse exato momento, eu não ficaria feliz em dividir minha dor, mas ficaria triste, infeliz. em decadência. Por ver você sofrer com uma dor que nem mesmo lhe pertence, meu caro leitor. E eu agora me dirigi no singular pois dor conjunta, ao meu ver, não é dor. Dor conjunta, meus caros, é apenas amor.

E por favor, não insistam em me convencer do contrário.

quarta-feira, 21 de julho de 2010




" Sim, minha filha você precisa saber da verdade que nunca me disseram e, hoje, só nos dias de hoje eu vim descobrir. Você precisa saber que eu te amo, mesmo que isso nada possa lhe oferecer. Eu te amo por você sair de dentro de mim, e por ao meu lado, viver. Mesmo que amanha eu não possa estar com você. Desculpe-me escolher esse lugar tão vvo e essas palavras tão funestas para declarar meu amor, mas é disso que o amor é feito, de vida, morte e dor."

segunda-feira, 19 de julho de 2010


Vocês, meus caros leitores, percebem a gravidade da situação?
Vocês, meus amados,e talvez delicados leitores
percebem que, a verdade, mesmo de olhos fechados, pode ser vista de antemão?



(...)Quero lhes apresentar, primeiramente, meu rosto. Afinal foi por conta dele que cheguei até aqui, mas eu estaria me adiantando na história. Possuo um rosto arredondado. Faces simétricas que remontam as maçãs do meu rosto, construindo assim uma beleza perfeita, como uma circunferência desenhada com o melhor compasso. Sobrancelhas um tanto quanto grossas para uma mulher, mas realçam o que eu mais tenho de misterioso.

Meus olhos tristes.

Essa expressão me soa familiar. Creio que a vi em um ou outro poema, mas não me recordo bem onde.

Tenho olhos misteriosos, um pouco fundos na verdade, feito um buraco raso na areia da praia. São densos. Diria que meus olhos demonstram a minha mortal maturidade ou, em outras palavras, o quanto do mundo eu carrego em minhas costas. São um pouco fechados e não demonstram nenhum pouco de vida. O sangue nosso de cada dia não parece alimentar esses semicerrados olhos acastanhados. Sim, meus olhos cor de avelã, que muitas vezes parecem-me vermelhos a luz do fogo. Exatamente isso que me disseram (...)