domingo, 25 de outubro de 2020

Nosso amor



Aqui
Entre eu e você
Amores banhados em luz plena
Personagens em cena
Mais uma vez, terno dilema.

Seja por palavras ásperas
Ou por encanto
Chorar e amar
Sob um céu aos prantos

E nesses amores
,que vêm e vão,
um tolo
que ainda perde o ar.

Pois ainda que a vida seja impar,
Sã, sábia sina
Sobrevive a qualquer conjugação do verbo amar.


 

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

A ínfima prece de um ateu


 


Que o senhor tenha dó dos que amo,

já que minh'alma já não os vê há tantos.

A saudade vira conto

sem fadas, marcadas, sem ponto.


Perdoai-me.

Assim como tu sempre perdoas aos demais.

Afasta-me das ideias em anedota,

das minhas palavras tortas,

por duvidar demais.


Livrai-me.

Para que eu possa, enfim, acreditar.

Nas maravilhas, no céu, na sina,

de viver num mundo sem te amar.


sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Hoje


 

Senti vontade de percorrer seu corpo.

Sentir seus lábios encostados nos meus.

Aquele calor que arrepia

e ardia.


Hoje, eu quis te olhar nos olhos.

Tocar onde ninguém jamais tocou.

Seduzir-te como jamais se ousou.


E é recluso em meu pesar,

que viro cigano em platonismo,

pisando em ovos,

de vidro,

Calei-me na dor, do corpo, da alma

do frio.


Hoje eu só quis dizer que te amo

E não consigo.


Hoje eu só queria dividir alegrias em demasia

Se eu conseguisse dizer que te amo.

Eu nem escreveria essa poesia



terça-feira, 29 de agosto de 2017

Ser




Conjugando o Ser.
Foi.
Mas não fui.

Fostes
Mas não fomos.

Serei.
mas não serás.

Eras,
Por eras
um só


domingo, 20 de agosto de 2017

Cálice




Ao descer goela a baixo
Quem se importa
se meio cheio,
ou meio vazio?

Foi-se um.
Foi-se dois.
Foice dos substantivos.

Cálice.
Requinte do subentendido

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Apressa-te




Antes fosse daqui pr'a frente
Do que um mar diante.
Apressa-te.
As águas não esperam
 o renascer
do amante.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Vai




De aprazível, ninguém chama.
Quem dera afável,
Engana.

Vai com fé
Em quem vier
Em quem  merecer

Banha-te nessas águas imundas.
Doa em quem doer.



quinta-feira, 14 de abril de 2016

Migalha






Do que é,
Ao que foi,
Jamais será.

E quando vens,
cumprimenta.
Não deixa a voz
calar
sobrar
desmerecer.

Não me(n)diga poesias
se só migalhas
Tens a me oferecer.


domingo, 13 de março de 2016

Disforme






Quem te forma
Informa
que essa fome
familiariza
A fossa

Falando assim
Fuçando
Chafurdando
os f's.

Feio
Disforme.
Foda-se.
Fede.






quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Imaginária




Antiquária.
É o que conecta
meu ir e vir

O corpo que carrega
É o que vai
sem rumo
do sentir

Imaginária
Tampouco liga
Amor
Por ti

domingo, 24 de janeiro de 2016

Faíscas




E é em meio a imensidão
do ar
do mar
de amar
Que eu descubro que meu coração
É movido a faíscas.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Cafona




Enquanto eu não decifro todas essas formas de amar
Eu procuro respostas no meu próprio amor;
Que recusa dar palavras novas
E inunda meu pobre coração


Eu só queria um breve diálogo com seu amor
Para entender porque ele faz isso comigo
Com o coração na mão e meus olhos sem alívio
Eu só queria entender esse teu amor ambíguo.


Pena que isso soa tão Cafona para você..

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Pronomes




Abandono.
O que seria Tu
 sem o verbo?

Estrondo.
O que seria de vós
sem o berro?

Compondo.
O que seria do lírico
sem o eterno?

Silêncio
É  ausência de nós.
 Inferno.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Eu te odeio





Eu te odeio.
Mas só enquanto eu respirar.
Apenas até os pássaros pararem
de cantar.

Te odio
Pelo teu dom.
pelo tom
das suas cores
Por ser tão liquido
depois de tudo que se fez.

Je te hais
Ich hasse dich
I hate you.
No idioma que bem entender.



domingo, 17 de maio de 2015

Conto





Ao investigar essas tantas ligações
carnais, não tecnológicas,
Afetivas, não telefônicas,
Joviais,não geriátricas.
surgem conexões desconexas.
Caminhos transversais
que passam entre você
e eu.

E em cada um desses cantos
Ouve-se o canto
dos pontos
Que aumentam esse nosso conto.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Sobre amizades e paranoias.





Tem-se preso à memória,
cacos de outrora,
como armadilha que tortura
as antilhas
de meu coração.

Pena que a tua lembrança
Nem mesmo memória se finda.
Tua respiração, eu ouviria
como já ouvi suas lágrimas
a derramar.


E nem mesmo uma palavra sai de teus lábios.
Sem conforto, sem transtorno
Nem mesmo um dente torto.

Apenas o relance da paranoia
do que tu eras
do que sou;
Estorvo.





quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O azar da sorte social




Coitado de quem branda
que a solidão nasce
da morte
do norte
de quem sofre
Por se isolar demais.

A solidão nasce 
da alegria
Da euforia
da energia
de suas redes sociais.

sábado, 14 de junho de 2014

Melhor




Um artigo definido
ao averso
Reflete as cores dos teus cabelos,

E esse colorido me lembra a vida
A minha, a tua e as nossas.
Arco-íris  de  um dia de chuva
Que não molha.

E quando me perguntam por ti(s)
Vem aquela memória feliz
Acompanhada de um sorriso cabisbaixo.

E depois da resposta
Os cacos ficam a mostra
E sempre ao som da mesma  música

"Que a nossa história
Começa de novo nesse Adeus"


segunda-feira, 17 de março de 2014

Coração Daltônico












A poesia me abandonou.

Mas como poderia
andar  ao meu lado
nessas ruas de labuta?

Como poderia
subir em meus ombros
cansados,exaustos, 
Tão ocupados?

Como poderia,
a poesia,
acompanhar-me, 
e apoiar essa rotina?

Já que as cores de outrora
Não mais preenchem
Esse coração daltônico.