domingo, 17 de maio de 2015

Conto





Ao investigar essas tantas ligações
carnais, não tecnológicas,
Afetivas, não telefônicas,
Joviais,não geriátricas.
surgem conexões desconexas.
Caminhos transversais
que passam entre você
e eu.

E em cada um desses cantos
Ouve-se o canto
dos pontos
Que aumentam esse nosso conto.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Sobre amizades e paranoias.





Tem-se preso à memória,
cacos de outrora,
como armadilha que tortura
as antilhas
de meu coração.

Pena que a tua lembrança
Nem mesmo memória se finda.
Tua respiração, eu ouviria
como já ouvi suas lágrimas
a derramar.


E nem mesmo uma palavra sai de teus lábios.
Sem conforto, sem transtorno
Nem mesmo um dente torto.

Apenas o relance da paranoia
do que tu eras
do que sou;
Estorvo.





quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O azar da sorte social




Coitado de quem branda
que a solidão nasce
da morte
do norte
de quem sofre
Por se isolar demais.

A solidão nasce 
da alegria
Da euforia
da energia
de suas redes sociais.

sábado, 14 de junho de 2014

Melhor




Um artigo definido
ao averso
Reflete as cores dos teus cabelos,

E esse colorido me lembra a vida
A minha, a tua e as nossas.
Arco-íris  de  um dia de chuva
Que não molha.

E quando me perguntam por ti(s)
Vem aquela memória feliz
Acompanhada de um sorriso cabisbaixo.

E depois da resposta
Os cacos ficam a mostra
E sempre ao som da mesma  música

"Que a nossa história
Começa de novo nesse Adeus"


segunda-feira, 17 de março de 2014

Coração Daltônico












A poesia me abandonou.

Mas como poderia
andar  ao meu lado
nessas ruas de labuta?

Como poderia
subir em meus ombros
cansados,exaustos, 
Tão ocupados?

Como poderia,
a poesia,
acompanhar-me, 
e apoiar essa rotina?

Já que as cores de outrora
Não mais preenchem
Esse coração daltônico.